Mostra fotográfica (Re) conhecendo o território: Projeto Marias

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Jeferson Mendonça fotografa Daiana, uma das crianças atendidas pelo projeto.  Foto: Leo Salo

Olhar, acolher, informar, incluir. Idealizado pela psicopedagoga Norma Maria, o Projeto Marias surgiu em Manguinhos (Zona Norte da cidade do o Rio de Janeiro) com o objetivo de trazer informação para famílias em que há pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais. A iniciativa busca a produção social da saúde a partir de ações que possam resultar na ampliação do acesso às áreas de educação e saúde, bem como ao mercado de trabalho e outros direitos de cidadania já garantidos por lei.

Parte da potência deste trabalho pode ser conhecida nas fotografias de Jeferson  Mendonça (COC/Fiocruz) e Leo Salo (ICICT/Fiocruz), que desde 2016 produzem imagens de ações desenvolvidas pelo Projeto Marias. A mostra fotográfica será na Fundação Oswaldo Cruz (Centro de Recepção do Museu da Vida) e ficará em cartaz do dia 24/05 ao dia 16/06

A mostra é fruto de uma parceria entre a ASFOC-SN, o Museu da Vida, o Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz e o Coletivo Experimentalismo Brabo.

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SERVIÇO

MOSTRA FOTOGRÁFICA SOBRE O PROJETO MARIAS

Período. De 24 de maio a 06 de junho de 2018.

Local. FIOCRUZ – CENTRO DE RECEPÇÃO DO MUSEU DA VIDA.

Endereço. Avenida Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro.

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FICHA TÉCNICA

Idealização e Produção. Jeferson Mendonça (COC/Fiocruz) e Leo Salo (ICICT/FIOCRUZ).

Assistente de produção. Vânia Albertini.

Fotografia. Jeferson Mendonça (COC/Fiocruz) e Leo Salo (ICICT/FIOCRUZ).

Curadoria. Michele Soltosky (UFF), Rosinalva Souza (ICICT/FIOCRUZ), Jeferson Mendonça (COC/Fiocruz) e Leo Salo (ICICT/FIOCRUZ).

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Tia Lauzinha (Memória de Manguinhos em Cordel)

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O Boteco da Lauzinha
Uma grande tradição
Que há mais de 20 anos
Na favela é atração
Quem conhece se encanta
Guarda o bar no coração

Carne seca, frango frito
Dobradinha, feijoada
Peixe, pirão e farofa
Camarão, carré, rabada
Mocotó, batata, queijo
E cerveja bem gelada

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Natal dos covardes

Texto de Marcelo Freixo

O que diriam os pregadores da intolerância, os obreiros do justiçamento, os apóstolos do olho por olho dente por dente sobre um homem que manifestou seu amor por um ladrão condenado e lhe prometeu o paraíso? Brandiriam o velho sermonário: bandido bom é bandido morto?

Na próxima quinta-feira, quase todos os brasileiros, inclusive os cônscios moralistas da violência que amarram adolescentes em postes para linchá-los, se reunirão com suas famílias para celebrar mais uma vez o nascimento desse homem.

Sujeito, aliás, que respondeu à provocação: está com pena? Então, leva para casa! Pois, é. Jesus Cristo prometeu levar o ladrão para casa. “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”, diz o evangelho de Lucas.

Jesus optou pelos oprimidos e renegados, pelos miseráveis, leprosos, prostitutas, bandidos. Solidarizou-se com o refugo da sociedade em que viveu, contestou a ordem que os excluiu.

O Cristo bíblico foi um dos primeiros e mais inspiradores defensores dos direitos humanos e morreu por isso. Foi perseguido, supliciado e executado pelo Império Romano para servir de exemplo.

Assim como servem de exemplo os jovens que são espancados e crucificados em postes, na ilusão de que a violência se resolve com violência. Conhecemos a mensagem cristã, mas preferimos a prática romana. Somos os algozes.

Questiono-me sobre o que seria dele em nossa Jerusalém de justiceiros. Não sei se sobreviveria. É perigoso defender a tolerância, o amor ao próximo e o perdão quando o ódio é tão banal. Como escreveu Guimarães Rosa: “quando vier, que venha armado”.

Não é difícil imaginar por onde ele andaria. Sem dúvida, não estaria com os fariseus que conclamam a violência e fazem negócios, inclusive políticos, em seu nome.

Caminharia pelos presídios, centros de amnésia da nossa desumanidade, onde entulhamos aqueles que descartamos e queremos esquecer, os leprosos do século 21. Impediria que homossexuais fossem apedrejados, mulheres violentadas e jovens negros linchados em praça pública. Estaria com os favelados, sertanejos, sem tetos e sem terras.

Por ironia, no próximo Natal, aqueles que defendem a redução da maioridade penal, pregam o endurecimento do sistema prisional, sonham com a pena de morte e fingem não ver os crimes praticados pelo Estado contra os pobres receberão um condenado em suas casas.

Diante da mesa farta, espero que as ideias e a história desse homem sirvam, pelo menos, como uma provocação à reflexão. Paulo Freire dizia que amar é um ato de coragem. Deixemos então o ódio para os covardes.

Feliz Natal!

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Eu só quero é ser feliz

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A Comissão Contra a Violência em Manguinhos organizou uma caminhada, que contou com o apoio de diversos coletivos. Manguinhos, Mandelas, Amorim e favelas convidadas manifestaram sua sede por garantia de direitos e ações contra a violência através da música, da arte, da cultura e da política. Os trabalhadores das favelas querem ser os protagonistas de suas vidas e gritam contra todas as formas de silenciamento.

Moradores e  apoiadores de outros lugares da cidade se divertiram, conhecendo coletivos locais e mostraram o desejo de paz na favela, com garantia de direitos para nossas crianças, jovens e familiares!

 

Eu só quero é ser feliz… Com garantia de direitos na favela onde eu nasci

 

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No próximo dia 18/06, Manguinhos, Mandelas, Amorim e favelas convidadas manifestarão sua sede por garantia de direitos e ações contra a violência através da música, da arte, da cultura e da política. Os trabalhadores das favelas querem ser os protagonistas de suas vidas e gritam contra todas as formas de silenciamento.

Convidamos todos os moradores e moradoras, apoiadores e apoiadoras de outros lugares da cidade também, para se divertirem, conhecerem coletivos locais e mostrarem a cidade que só haverá paz na favela com garantia de direitos para nossas crianças, jovens e familiares!

PROGRAMAÇÃO (sujeita à alteração):

14:30 – Concentração dos cortejos (Vila Turismo, Amorim, DESUP, Mandela II
15:30 – Início dos cortejos
16:00/17:00 – Encontro dos cortejos no palco central (embaixo da linha férrea, próximo à estação de trem Manguinhos)
17:30 – Abertura oficial
18:00 – Música na Calçada
18:20 – Fala dos Coletivos de Manguinhos
18:30 – Paródias com Norma Maria
18:50 – Fala dos coletivos de Manguinhos
19:00 – Samba com o grupo Tá no Brilho
19:20 – Fala dos coletivos de Manguinhos
19:30 – Coletivo Pac´Stão
20:00 – Encerramento

 

Há de cair o abismo invisível entre idosos e jovens…

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Há de cair o abismo invisível entre idosos e jovens num país de “senhores e senhoras”, hábito herdados do tempo do cativeiro. Felizmente tem gente pensando e agindo para quebrar este estigma que corrói profunda e silenciosamente os relacionamentos humanos, principalmente em país tão segmentado como o Brasil, quebrando mesmo a fé e a alegria de muita gente. Precisamos evoluir ainda muitíssimo para alcançarmos uma humanidade menos lívida, porém mais lícita.

Ubirajara Rodrigues