Por que estamos no asilo?

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Estamos no asilo porque:
fomos aprovados no edital legal,
de nossa função social;

entendemos que o asilo é um

ponto de cultura vivo;

e arte e vida pra nós,
são uma coisa só.

O projeto de tratar o idoso como um resto, advindo
de uma sociedade cruel e individualista
foi vetado por nossa diretoria braba;

nossa arte procura a escuta
nossa escuta procura o afeto
nosso afeto procura o outro
nosso outro procura a nós mesmos

e nos afasta de nossos egos.

Estamos no asilo porque nos inspiramos também em Janaína Michalski e como ela

não acreditamos em ninguém que se diga artista
e não assuma riscos,
que se furte a debates complexos,
que não se responsabilize por posições,
que engrosse a nação de patetas,
que não tenha um profundo vinculo comunitário e
coletivo, que negue um convite à reinvenção de
qualquer lógica vigente.

Estamos no asilo porque ele clama pela desordem das nossas cores

e das nossas vozes, que juntas pulsam paz.

Encontro Brabo entre Nilson Medeiros, morador do Abrigo do Cristo Redentor (São Gonçalo) e alunos de escola municipal em São Gonçalo.

Cristina Pizzorri conta uma das histórias de Simbá, o marujo!

Cristina Pizzorri conta uma das histórias de Simbá, o marujo!

Cristina Pizzotti, jornalista e contadora de histórias, foi a mestre de cerimônias em nosso primeiro encontro brabo de gerações realizado em uma escola. Foi um momento muito importante para o Experimentalismo Brabo, onde pela primeira vez levamos um idoso morador do Abrigo do Cristo Redentor (Nilson Medeiros) para ser protagonista de uma atividade cultural fora do abrigo, numa perspectiva de valorizar sua cultura e memória. A atividade foi realizada na Escola Municipal Darcy Ribeiro, em Vista Alegre, São Gonçalo.

As histórias de Simbá, o marujo, foram as escolhidas por Cristina para celebrar esta nobre ocasião. Cristina contou e encantou e de forma leve e divertida conseguiu fazer com que estas histórias pudessem ser a base para que as crianças e Nilson pudessem ter um agradável diálogo. Aproveitando-se de suas habilidades jornalísticas, Cristina fez uma espécie de talk-show, entrevistando Nilson e permitindo que as crianças pudessem fazer perguntas e comentários.

Nilson compartilhou um pouco de suas memórias, respondendo à perguntas sobre variedades e em certo momento histórias de vida e em dado momento foi “intimado” a fazer como Cristina e incorporar um contador de histórias:   “O senhor então poderia contar uma história?” – Disse um aluno.  E  Nilson, prontamente respondeu: “Claro!”: O convidado do dia contou a história de uma pescaria, em que um amigo pescador, só ficava com os peixes  menores e jogava os maiores de volta na água. Intrigado, Nilson perguntou o motivo e o amigo respondeu:  “É porque a frigideira que temos para fritar os  peixes é pequena”…

As crianças adoraram, o Nilson adorou, viva!

Cristina Pizzorri e Nilson Medeiros

Cristina Pizzorri e Nilson Medeiros

O Projeto Geração da Leitura tem como objetivo estimular o intercâmbio cultural entre idosos, visitantes e funcionários do Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, realizando atividades artísticas e culturais, que permitam a construção da memória e a valorização da cultura e da história de vida dos idosos abrigados. Para este projeto, o Coletivo Experimentalismo Brabo conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o que permite ainda a realização de atividades de troca cultural entre gerações em outros territórios.

BIBLIOGRAFIA BRABA DO DIA:

BARBIERI, Stela. Simbá, o marujo. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

Profissionais do Nordeste conhecem a Geração da Leitura no Abrigo do Cristo Redentor

Não sabemos o que há… Se foi a notícia do ovo colorido, ou a esperança de ver Simbá! Só sei que lá nas terras do Nordeste alguma notícia chegou e uma turma boa nos visitou. Da Bahia vieram dois: o fonoaudiólogo Laercio Costa e a assistente Social Ana Cristina Carvalho. Da Paraíba, vejam só, que palhaçada: veio a estudante de terapia ocupacional e palhaça Natália Luiza, a Docinho do Grupo Palhasus, que aproveitou sua estadia no Ocupa Nise para conhecer o Projeto Geração da Leitura!  Os visitantes foram recebidos com muito garbo e elegância pela Lelê Vita, que com muita simpatia apresentou a casa para os visitantes, que logo se enturmaram e se atentaram para a escuta. Enquanto isso, Primeira Dama e Lelê Vita aproveitaram a ausência de Cristina Pizzotti e Camila Costa e foram contar histórias, do jeito delas. E não é que teve quem quisesse ouvir ?!?

BIBLIOGRAFIA BRABA:

OLIVEIRA, Nelson de. O terrível mistério da caixa. São Paulo: Beca, 2003.

MEDEIROS, Humberto; FERNANDES, Hélio de Almeida; MAFRA, Patrícia Henriques. Trabalhadores: as profissões do Brasil. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2008.

Alegria à Vista – Disse Simbá, o Marujo! Os olhos deles ficaram com brilho de mar, “lindeza” de olhar.

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Simbá avistou a alegria e em forma de livro também veio participar do I Cortejo Brabo no Abrigo do Cristo Redentor. Tamanha foi a festa, que até o Palhaço da Lapa resolveu aparecer!

A brabeza musical do cortejo ficou por conta de Léo Gonzaga e Igor da Costa Santos, que foram recebidos por uma das moradoras do Abrigo do Cristo Redentor com o colar branco de boas vindas. Bonitos, garbosos e devidamente recepcionados, os músicos comandaram uma alegre caminhada cultural por todas as dependências da casa, cantando e brincando com idosos, visitantes e funcionários. O variado repertório incluiu desde marchinhas de carnaval à cantigas de roda, passando por Nelson Gonçalves e passinho… Passinho! No passinho, no passinho, no passinho…

Cristina Pizzotti se encarregou de cuidar de Simbá, nosso ilustre visitante, que em forma de livro ajudou a alegrar o cortejo. A contadora de histórias o apresentou para os visitantes do asilo e também para os idosos. Creio que Simbá deve ter feitos muitos novos amigos! Bom, pelo menos, ele conheceu algumas pessoas novas. Dizem que ele voltará no próximo cortejo.

Pelos corredores do asilo, algumas pessoas se arriscaram a falar sobre o real motivo da volta de Simbá ao asilo em Setembro. Durante uma contação de história, que Cristina realizou no refeitório da casa para aproximadamente 30 idosos e 20 visitantes, parece que algo mágico aconteceu. Simbá avistou um ovo colorido. Os idosos avistaram um ovo colorido.  Os visitantes avistaram um ovo colorido. Todos avistaram um ovo colorido!

Ovo colorido que conta histórias

Lelê Vita, curiosa, foi checar que história foi essa e ouviu com um estranho boato: trata-se de um ovo colorido que conta histórias…

A Primeira Dama soube da notícia e a Doutora Borboleta também. As duas prometeram não perder por nada o próximo Cortejo Brabo para presenciarem de perto esta curiosa novidade. E dizem… Bom, dizem… que por conta dessa estranha novidade é que Simbá voltará ao Abrigo do Cristo Redentor.

Simbá, entretanto,  mandou um recado. Mandou dizer que a Lelê Vita é muito formosa e que na próxima viagem ao asilo, além de ver o ovo contar histórias, “o alvo” da expedição será trazer para Lelê, tecidos novos… Ela poderá escolher o que quiser! Serão sedas e outros nobres tecidos para ela ficar cada dia mais formosa, garbosa… Ah, sim… também vai trazer pedras preciosas que farão a Primeira Dama ficar azul, de tanta vontade de comprar!

E você? Está curioso também? Vai perder essa? Dia 28 de setembro tem um novo cortejo no asilo, com música, literatura e palhaçaria. Experimenta!

BIBLIOGRAFIA BRABA:

BARBIERI, Stela. Simbá, o marujo. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

O  Coletivo Experimentalismo Brabo agradece a visita do Professor e Mestre em Física  Thiago C. Lacerda.

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O Projeto Geração da Leitura tem como objetivo estimular o intercâmbio cultural entre idosos, visitantes e funcionários do Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, realizando atividades artísticas e culturais, que permitam a construção da memória e a valorização da cultura e da história de vida dos idosos abrigados. Para este projeto, o Coletivo Experimentalismo Brabo conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Passeio Brabo no asilo. Passeando pelas histórias…

Contação de histórias no asilo

Contação de histórias no asilo

Era para ser mais um passeio apenas. Este apenas não surge aqui com uma ideia de pouca importância, mas sim de uma proposta de atividade, que inicialmente tinha a previsão de ser apenas de escuta, de mapeamento de demandas, pra que apenas no cortejo do dia 31/08, fossem realizadas sessões de contação de histórias, agregadas à música e à brincação.

Entretanto, ao arriscar-se perambular pelo asilo com livros nas mãos, a curiosidade, a brincadeira, e por que não dizer, a estranheza de se ter “palhaços leitores”, ou “palhaços contadores” acabaram por permitir um campo fértil para que ouvir e contar histórias fosse algo totalmente natural. Em muitos casos lembranças dos idosos foram facilmente se confundindo com as narrativas contadas, mas nem sempre: por vezes só se lia, só se ouvia, ou mesmo só se brincava. Uma brincadeira alegre, lúdica e que permitia o diálogo e a interação com cada idoso ou visitante de maneira singular.

 
O Coletivo Experimentalismo Brabo recebeu ainda a visita de Ariana Campelo, a palhaça Arica, do Grupo Baguncitos, que por alguns anos visitou o Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, ao lado de Leo Salo, Karen Guimarães e Rafaele Reis, que atualmente integram o Ebrabo. Com ela, o pequeno Téo, seu filho com o professor de biologia Rodrigo Adelson, que também atuou como palhaço no Abrigo. Também recebemos a importante visita das bibliotecárias Maria do Rosário (Biblioteca Nacional) e Andréia Fraguas (UFRJ).
 
O Projeto Geração da Leitura tem como objetivo estimular o intercâmbio cultural entre idosos, visitantes e funcionários do Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, realizando atividades artísticas e culturais, que permitam a construção da memória e a valorização da cultura e da história de vida dos idosos abrigados. Para este projeto, o Coletivo Experimentalismo Brabo conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro
 
Bibliotecárias conhecem as ações de promoção da leitura do Coletivo Experimentalismo Brabo

Bibliotecárias conhecem as ações de promoção da leitura no asilo

 
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BIBLIOGRAFIA BRABA DO DIA:
 
ALMEIDA, Theodora Maria Mendes de.  Quem Canta seus Males Espanta. São Paulo: Editora Caramelo,1998.
SOUZA, Ângela Leite de. Perto, bem perto do amor. Rio de Janeiro: Editora Ao Livro Técnico, 1998.
 

Ubirajara Rodrigues e Espaço Casa Viva doam exemplares do Caderno de Ilustrações Oficina Portinari para o Ebrabo

Leo Salo e Ubirajara Rodrigues

Leo Salo e Ubirajara Rodrigues

 

O Coletivo Experimentalismo Brabo agradece a Ubirajara Rodrigues pela doação de exemplares da obra Caderno de Ilustrações Oficina Portinari, para ajudar nas atividades do Abrigo do Cristo Redentor. A publicação é resultado de algumas das atividades práticas oferecidas na Oficina Portinari, que é ministrada por Ubirajara Rodrigues no Espaço Casa Viva, em Manguinhos. Por meio da arte, as crianças são convidadas a entender melhor o cotidiano do local onde vivem, bem como entender as relações entre arte, cultura e qualidade de vida.

Mais informações sobre o Caderno de Ilustrações Oficina Portinari neste link.

É passeio. É no asilo e é brabo! Lá vão elas…

Primeira Dama e Lelê Vita

Lelê Vita e Primeira Dama

Lá vão elas! Lá vão belas!

Lelê Vita e Primeira Dama, arrumadas, ajeitadas e animadas!

Para o Abrigo do Cristo Redentor, lá em São Gonçalo-RJ um livro levaram. e lá foram passear! Passeando, palhaceando, andando, cantando e contando (do jeito delas, é claro) uma linda história de um menino apaixonado e uma moça caprichosa de vontade curiosa e preciosa. Uma história de amor e de sonho. De criatividade e poesia. Uma história de lua!

Teve quem risse e gostasse! Teve quem aplaudisse e comentasse! Lá iam elas brincando e andando e perguntando: querem ouvir uma história? Sim, façam como a fada enfermeira que nos conta histórias. Quero outras, quero novas, quero mais! E assim se fez, e assim se faz… O passeio segue.

E seguindo pelos pavilhões do asilo, as palhaças com histórias se surpreendem ao passear com brabeza. Elas começam a observar as belezas. Elas escutam. Elas bebem de uma água cristalina, e assim alimentam sua sede e sentem um gosto diferente em seus apurados paladares de sonhos e fantasias. Reconhecem novos sabores, aguçam seus ouvidos para novas descobertas. E escutam, escutam, escutam… E levam história e escutam histórias e passeiam e provocam e bebem mais um gole dessa água. Cada gole tem um gosto diferente. Elas olham bem para a fonte. E a fonte tem uma placa…

“Memórias”

Assim era a placa imaginária mais real possível para uma fonte. E assim, essa água que é gente, vai se revelando em histórias de rádio, de cantoria, de concursos de calouros, vejam só os louros da fama! Viu aí, Primeira Dama?

Lelê Vita observa, escuta e toma nota. Os gostos se multiplicam, a cada escuta um novo gosto. Histórias do Nordeste e do cangaço, histórias de navios e marinheiros!

Primeira Dama também anota e de certo um pouco se empolga, com histórias de carnaval.

O tempo passou rápido, e em certo momento elas já não sabiam se contavam, ou se ouviam histórias.

Lá foram elas, Fonchito, a lua e tantos outros personagens que se misturaram numa tarde de domingo no asilo.

São muitas histórias, é muita brabeza…

 

A bibliografia braba do dia:

VARGAS LLOSA, Mario. Fonchito e a lua. Rio de janeiro: Objetiva, 2011.

 

São Gonçalo, 06 de julho de 2014

 

O Projeto Geração da Leitura tem como objetivo estimular o intercâmbio cultural entre idosos, visitantes e funcionários do Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, realizando atividades artísticas e culturais, que permitam a construção da memória e a valorização da cultura e da história de vida dos idosos abrigados. Para este projeto, o Coletivo Experimentalismo Brabo conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

 

 

O São Gonçalo – Idosos recebem visita especial

Experimentalismo Brabo.

Experimentalismo Brabo.

 

Levar mais vontade de viver e alegria a quem não tem é um dos objetivos do grupo Coletivo Experimentalismo Brabo. Criado, em outubro de 2013, o grupo tem artistas de diferentes atividades que atua em comunidades carentes de Manguinhos e no Abrigo Cristo Redentor, em Estrela do Norte, São Gonçalo.

“A nossa experiência com a ‘palhaçaria’ tem sido muito boa no abrigo. A resposta dos idosos sempre foi positiva. No entanto, há de se ressaltar que num universo de 200 idosos, você tem perfis bastante diferentes e, com isso, a interação acaba sendo diferente. Com uns, a gente brinca de uma determinada maneira. Com outros, trabalha mais a arte da ‘palhaçaria’ numa perspectiva de escuta. Mas, em todos os modos, a experiência é muito gratificante”, contou Leo Salo, um dos integrantes do grupo.

Composto por profissionais de arte, cultura e saúde, o Experimentalismo Brabo tem o desafio de propor intervenções artísticas que permitam a reflexão sobre a paz, solidariedade, afeto e cooperativismo. No Abrigo Cristo Redentor, o trabalho do grupo leva alegria aos idosos, segundo a diretora superintendente Mariana de Azevedo Abicalil. “É um projeto excelente. Traz alegria e vida, tirando a monotonia e a tristeza, além de ser um intercâmbio entre gerações. Os idosos ficam muito contentes com a presença deles”, contou.

Leia a matéria completa no Jornal O São Gonçalo.