Fotos do lançamento do folheto de cordel da Celeste Estrela

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O folheto foi distribuído hoje, no GRES Unidos de Manguinhos.

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Memória de Manguinhos em Cordel – Celeste Estrela

Uma estrela mineira
Brilha muito na favela
É orgulho de Manguinhos
Você sabe o nome dela?
Hoje eu falo de uma artista
Da verdade, sem balela

Reloginho anuncia
A hora de acordar
Madrugada triste
Na favela há de findar
Lá no beco tem Celeste
Sonho e vida vai nos dar

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Eu só quero é ser feliz

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A Comissão Contra a Violência em Manguinhos organizou uma caminhada, que contou com o apoio de diversos coletivos. Manguinhos, Mandelas, Amorim e favelas convidadas manifestaram sua sede por garantia de direitos e ações contra a violência através da música, da arte, da cultura e da política. Os trabalhadores das favelas querem ser os protagonistas de suas vidas e gritam contra todas as formas de silenciamento.

Moradores e  apoiadores de outros lugares da cidade se divertiram, conhecendo coletivos locais e mostraram o desejo de paz na favela, com garantia de direitos para nossas crianças, jovens e familiares!

 

Show do Juvenal

Na estréia da Agenda Cultural Mandela Vive 2015 brilhou o SHOW DO JUVENAL, recriando grandes momentos da vida cultural da Manguinhos de 50 anos atrás!

“Quando falaram que iam homenagear o Show do Juvenal eu achei incrível, nunca pensei que iria acontecer! Até porque a turma de hoje é toda do funk, todos os eventos”, comentou CELESTE ESTRELLA, atriz, compositora e poetisa de Manguinhos, ao descer do palco ­ em tudo diferente do velho palanque de madeira que dava sustentação para o programa quando acontecia no Society, em Manguinhos. Seus dois irmãos tocavam na banda do Juvenal, e os ensaios aconteciam na casa deles.

“Iam mais de mil pessoas assistir o evento, gente até de fora da comunidade ia lá para cantar, todo domingo. Ninguém saía da favela nesses dias”, disse ela, lembrando que mesmo sem nenhum conforto, todos adoravam. “As meninas preparavam roupa nova para ir ao evento, aproveitávamos para namorar escondido dos nossos pais”, confessou, risonha, rejuvenescendo
décadas em poucos instantes”.

MESTRE JANGADA DE MANGUINHOS foi jurado há 47 anos atrás, no show do Juvenal, e foi um dos avaliadores dos calouros do evento. “Tinha muita gente boa aí hoje”, contou.

LEANDRO PARTIDEIRO também se mostrou bem impressionado pela qualidade dos artistas que subiram ao palco. “Avaliamos presença de palco, integração com a plateia, com os músicos, aspectos técnicos do canto… Tivemos artistas de muito talento entre nós”, avaliou.

TEXTO: Ecomuseu de Manguinhos.

Dançar sentado pode?

Encontro Brabo: jovens e idosos de Manguinhos

Encontro Brabo: jovens e idosos de Manguinhos

Pode! Pode dançar sentado. Especialmente se dançar sentado possa ser uma forma de fazer jovens, adultos e idosos brincarem como iguais, sem distinção de idade. Dançar sentado pode! A ideia fica ainda melhor se houver uma troca de energias que permita a todos saírem dessa roda mais felizes do que entraram, surpreendendo-se em vivenciar como pode ser simples escutar o outro e beber dessa água que é gente. Há várias formas de fazer isso e hoje descobrimos que a dança é uma delas. E sim, pode dançar sentado!

Esta reunião braba aconteceu na “gaiola” da ENSP. É a Sala do PASI – Programa de Atenção à Saúde do Idoso do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria. Além dos idosos de Manguinhos usuários do serviço de saúde, jovens alunos do Programa de Produção Cultural em Divulgação Científica do Museu da Vida.

Melissa Coelho contou histórias da Amazônia. Histórias que de alguma forma se relacionavam à dança, nosso elemento de integração da tarde. Em seguida, Carlos Bizarro e Leila Rasina falaram sobre promoção da saúde do idoso, e como atividades simples como dançar sentado, ou mesmo a brincadeira de tentar lembrar os detalhes das histórias contadas por Melissa podem fazer bem para a saúde.

Finalmente então chegou a hora da integração. Pela dança! Primeiramente todos sentados, e logo em seguida, todos em pé, dançando em pares. A brincadeira terminou com todos em roda celebrando o encontro. Na dança, Jovens e idosos brincaram, sorriram e sentiram como podemos ser iguais, apesar das diferenças. Errar era divertido e o que mais importava ali era uma troca de afetos, onde pelas expressões felizes no rostos, a imensa maioria dos 53 presentes saiu desse encontro mais feliz do que entrou.

Viva!

Melissa Coelho conta histórias da Amazônia

Melissa Coelho conta histórias da Amazônia

Esta foi mais uma atividade do Projeto Geração da Leitura tem como objetivo estimular o intercâmbio cultural entre idosos, visitantes e funcionários do Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, realizando atividades artísticas e culturais, que permitam a construção da memória e a valorização da cultura e da história de vida dos idosos abrigados.

Para este projeto, o Coletivo Experimentalismo Brabo conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, permitindo a realização de atividades de troca cultural entre gerações em outros territórios, em atividades como esta, em Manguinhos.

BIBLIOGRAFIA BRABA DO DIA:

SALDANHA, Paula. As Amazônias. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.

Contação de histórias sobre asilos e idosos no Espaço Casa Viva

Projeto Geração da Leitura

Projeto Geração da Leitura

O Coletivo Experimentalismo Brabo participou da Festa do Dia das Crianças no Espaço Casa Viva, em Manguinhos, Rio de Janeiro. A atividade se baseou nas ações do Ebrabo no Abrigo do Cristo Redentor, em São Gonçalo. A contadora de histórias Melissa Coelho fez a leitura do livro livro Guilherme Augusto Araújo Fernandes e de poesias de Cândido Portinari. Além disso, foi realizado uma espécie de “talk-show” com a Palhaça Primeira Dama, que atua no Abrigo do Cristo Redentor, em São Gonçalo. O evento provocou a reflexão sobre a valorização da história e da memória dos idosos no asilo, focando as questões tempo e memória.

Melissa levou ainda uma “”Sacola Mágica”, que guardava objetos antigos, como: fichas coloridas de ônibus, um gibi de 1975 dos PANTERAS, revistas de moda do mesmo ano, um pião de madeira de 1961 e fotografias de 1914 à 44. As artistas propuseram uma aproximação dos “universos” passado e presente,  trazendo à tona experiências das crianças com os pais, avós, e conhecidos.

Com a palavra, Melissa Coelho:

” As crianças  gostaram muito das fotografias, fazendo muitas comparações. Os tipos de penteados, as modas e hábitos antigos. Perguntaram muito sobre quem eram as pessoas retratadas, e como viviam. Lamentamos que o Nilson Medeiros não se sentiu bem e por isso não compareceu na atividade, para relatar suas vivências e ajudar nesse processo de trocas e reflexões.”

O Projeto Geração da Leitura tem como objetivo estimular o intercâmbio cultural entre idosos, visitantes e funcionários do Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, realizando atividades artísticas e culturais, que permitam a construção da memória e a valorização da cultura e da história de vida dos idosos abrigados. Para este projeto, o Coletivo Experimentalismo Brabo conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

BIBLIOGRAFIA BRABA DO DIA:

Fox, Mem. Guilherme Araújo Fernandes. São Paulo: Brinque-Book, 2013.

CADERNO de Ilustrações Oficina Portinari. Rio de Janeiro: Rede CCAP, 2013.

Afeto Brabo na EPSJV/FIOCRUZ

 

Onde está a vida?

Onde está a alegria?

Onde está a brincadeira?

Onde está?

A arte da vida, a arte de sorrir…

Onde está?

Escondida na arte de chorar?

Chorar é arte?

O que é arte?

Que música se dança aqui?

Que acordes?

Que acordos?

Quem acorda?

Quem dorme?

Quem tem os olhos vendados e ouvidos tapados

e se lambuza da miséria que eles nos oferecem?

Quem tem os olhos vendados e ouvidos tapados

e se lambuza da miséria que eles nos oferecem?

Democracia tarja preta, de violência e depressão!

Luto.

Luto pela arte.

Luto pela vida.

Luto pelo amor.

(Texto: Cléo Lima e Leo Salo)