Show do Juvenal

Na estréia da Agenda Cultural Mandela Vive 2015 brilhou o SHOW DO JUVENAL, recriando grandes momentos da vida cultural da Manguinhos de 50 anos atrás!

“Quando falaram que iam homenagear o Show do Juvenal eu achei incrível, nunca pensei que iria acontecer! Até porque a turma de hoje é toda do funk, todos os eventos”, comentou CELESTE ESTRELLA, atriz, compositora e poetisa de Manguinhos, ao descer do palco ­ em tudo diferente do velho palanque de madeira que dava sustentação para o programa quando acontecia no Society, em Manguinhos. Seus dois irmãos tocavam na banda do Juvenal, e os ensaios aconteciam na casa deles.

“Iam mais de mil pessoas assistir o evento, gente até de fora da comunidade ia lá para cantar, todo domingo. Ninguém saía da favela nesses dias”, disse ela, lembrando que mesmo sem nenhum conforto, todos adoravam. “As meninas preparavam roupa nova para ir ao evento, aproveitávamos para namorar escondido dos nossos pais”, confessou, risonha, rejuvenescendo
décadas em poucos instantes”.

MESTRE JANGADA DE MANGUINHOS foi jurado há 47 anos atrás, no show do Juvenal, e foi um dos avaliadores dos calouros do evento. “Tinha muita gente boa aí hoje”, contou.

LEANDRO PARTIDEIRO também se mostrou bem impressionado pela qualidade dos artistas que subiram ao palco. “Avaliamos presença de palco, integração com a plateia, com os músicos, aspectos técnicos do canto… Tivemos artistas de muito talento entre nós”, avaliou.

TEXTO: Ecomuseu de Manguinhos.

Dançar sentado pode?

Encontro Brabo: jovens e idosos de Manguinhos

Encontro Brabo: jovens e idosos de Manguinhos

Pode! Pode dançar sentado. Especialmente se dançar sentado possa ser uma forma de fazer jovens, adultos e idosos brincarem como iguais, sem distinção de idade. Dançar sentado pode! A ideia fica ainda melhor se houver uma troca de energias que permita a todos saírem dessa roda mais felizes do que entraram, surpreendendo-se em vivenciar como pode ser simples escutar o outro e beber dessa água que é gente. Há várias formas de fazer isso e hoje descobrimos que a dança é uma delas. E sim, pode dançar sentado!

Esta reunião braba aconteceu na “gaiola” da ENSP. É a Sala do PASI – Programa de Atenção à Saúde do Idoso do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria. Além dos idosos de Manguinhos usuários do serviço de saúde, jovens alunos do Programa de Produção Cultural em Divulgação Científica do Museu da Vida.

Melissa Coelho contou histórias da Amazônia. Histórias que de alguma forma se relacionavam à dança, nosso elemento de integração da tarde. Em seguida, Carlos Bizarro e Leila Rasina falaram sobre promoção da saúde do idoso, e como atividades simples como dançar sentado, ou mesmo a brincadeira de tentar lembrar os detalhes das histórias contadas por Melissa podem fazer bem para a saúde.

Finalmente então chegou a hora da integração. Pela dança! Primeiramente todos sentados, e logo em seguida, todos em pé, dançando em pares. A brincadeira terminou com todos em roda celebrando o encontro. Na dança, Jovens e idosos brincaram, sorriram e sentiram como podemos ser iguais, apesar das diferenças. Errar era divertido e o que mais importava ali era uma troca de afetos, onde pelas expressões felizes no rostos, a imensa maioria dos 53 presentes saiu desse encontro mais feliz do que entrou.

Viva!

Melissa Coelho conta histórias da Amazônia

Melissa Coelho conta histórias da Amazônia

Esta foi mais uma atividade do Projeto Geração da Leitura tem como objetivo estimular o intercâmbio cultural entre idosos, visitantes e funcionários do Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, realizando atividades artísticas e culturais, que permitam a construção da memória e a valorização da cultura e da história de vida dos idosos abrigados.

Para este projeto, o Coletivo Experimentalismo Brabo conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, permitindo a realização de atividades de troca cultural entre gerações em outros territórios, em atividades como esta, em Manguinhos.

BIBLIOGRAFIA BRABA DO DIA:

SALDANHA, Paula. As Amazônias. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.

Contação de histórias sobre asilos e idosos no Espaço Casa Viva

Projeto Geração da Leitura

Projeto Geração da Leitura

O Coletivo Experimentalismo Brabo participou da Festa do Dia das Crianças no Espaço Casa Viva, em Manguinhos, Rio de Janeiro. A atividade se baseou nas ações do Ebrabo no Abrigo do Cristo Redentor, em São Gonçalo. A contadora de histórias Melissa Coelho fez a leitura do livro livro Guilherme Augusto Araújo Fernandes e de poesias de Cândido Portinari. Além disso, foi realizado uma espécie de “talk-show” com a Palhaça Primeira Dama, que atua no Abrigo do Cristo Redentor, em São Gonçalo. O evento provocou a reflexão sobre a valorização da história e da memória dos idosos no asilo, focando as questões tempo e memória.

Melissa levou ainda uma “”Sacola Mágica”, que guardava objetos antigos, como: fichas coloridas de ônibus, um gibi de 1975 dos PANTERAS, revistas de moda do mesmo ano, um pião de madeira de 1961 e fotografias de 1914 à 44. As artistas propuseram uma aproximação dos “universos” passado e presente,  trazendo à tona experiências das crianças com os pais, avós, e conhecidos.

Com a palavra, Melissa Coelho:

” As crianças  gostaram muito das fotografias, fazendo muitas comparações. Os tipos de penteados, as modas e hábitos antigos. Perguntaram muito sobre quem eram as pessoas retratadas, e como viviam. Lamentamos que o Nilson Medeiros não se sentiu bem e por isso não compareceu na atividade, para relatar suas vivências e ajudar nesse processo de trocas e reflexões.”

O Projeto Geração da Leitura tem como objetivo estimular o intercâmbio cultural entre idosos, visitantes e funcionários do Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, realizando atividades artísticas e culturais, que permitam a construção da memória e a valorização da cultura e da história de vida dos idosos abrigados. Para este projeto, o Coletivo Experimentalismo Brabo conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

BIBLIOGRAFIA BRABA DO DIA:

Fox, Mem. Guilherme Araújo Fernandes. São Paulo: Brinque-Book, 2013.

CADERNO de Ilustrações Oficina Portinari. Rio de Janeiro: Rede CCAP, 2013.

Afeto Brabo na EPSJV/FIOCRUZ

 

Onde está a vida?

Onde está a alegria?

Onde está a brincadeira?

Onde está?

A arte da vida, a arte de sorrir…

Onde está?

Escondida na arte de chorar?

Chorar é arte?

O que é arte?

Que música se dança aqui?

Que acordes?

Que acordos?

Quem acorda?

Quem dorme?

Quem tem os olhos vendados e ouvidos tapados

e se lambuza da miséria que eles nos oferecem?

Quem tem os olhos vendados e ouvidos tapados

e se lambuza da miséria que eles nos oferecem?

Democracia tarja preta, de violência e depressão!

Luto.

Luto pela arte.

Luto pela vida.

Luto pelo amor.

(Texto: Cléo Lima e Leo Salo)

Experimenta: a brabeza da vida coletiva. Oficina ministrada na EPSJV/FIOCRUZ

Catia Nascimento, Cléo Lima e Leo Salo dialogaram hoje com alunos da Educação de Jovens e Adultos da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EJA-Manguinhos/EPSJV/FIOCRUZ). A iniciativa compreende dois espaços de atuação: espaço físico da Rede CCAP, em Vila Turismo, no interior do Complexo de Favelas de Manguinhos e na EPSJV/FIOCRUZ. Os dois  espaços oferecem turmas de Ensino Fundamental e Ensino Médio, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h. “Experimenta: a brabeza da vida coletiva” foi o tema da oficina, ministrada após a apresentação da esquete-provocação Afeto Brabo.  Aproximadamente 60 alunos e professores participaram da atividade.

Provocados a dialogar sobre saúde na comunidade, o público relacionou o termo à esporte, vida, bem estar, lazer, boa alimentação, atividades físicas, dentre outros fatores. A partir daí, houve uma reflexão coletiva sobre como estes aspectos podem ser melhorados em relação à territórios como os complexos da Maré e de Manguinhos. Os contextos de violência e as queixas com relação à segurança pública foram lembrados e também relacionados à uma discussão sobre como isto afeta a saúde e o bem estar dos moradores, trabalhadores e visitantes do território. Separando saúde e doença, sobre a segunda, foram relacionados: estresse, falta de atenção com os vizinhos, agrotóxicos nos alimentos, tristeza, falta de paz, falta de afeto, dentre outros fatores.

Sobre cultura da paz, as falas foram provocadas a partir de exemplos usados no “Afeto Brabo”. Abordou-se a dificuldade em fazer pequenas gentilezas, de ajudar o próximo, de dizer eu te amo, ou mesmo de se expressar livremente junto aos pares.  algumas das perguntas levantadas foram: Por que quando alguém morre dizemos: antes ele do que eu? Por que uma pessoa cai na rua e poucos ajudam? Por que é tão difícil dizer eu te amo? Por que eu não consigo cantar numa dinâmica como esta? Porque a gente só pensa em si e não no outro?

Confira as fotos no Facebook.

É…

Catia Nascimento em Manguinhos

 

Tentar falar de cultura e paz é complicado, porque as pessoas no decorrer da história sempre usaram a guerra para tentar trazer a paz. Já a cultura, acaba sendo um produto no capitalismo. Temos que ousar! Na favela, por exemplo, temos um território que sofre com violência e preconceito, onde é negada a paz e a liberdade, temos que trabalhar com os próprios atores do território, fazer com que essas pessoas que estão em volta da gente façam parte de um contexto, onde de alguma forma venham participar de nossas reflexões e juntos possamos pensar em como podemos transformar o território, trazendo paz e alegria. Eu depois dos meus 45 anos de idade é que vim pensar nos meus direitos, mas isso tem de vir de pequeno. Eles tem que saber que possuem o direito de sonhar e de brincar. O território é deles! Pergunta pra uma criança na favela qual o sonho dela! O sonho dela está meio perdido…

Catia Nascimento, mobilizadora comunitária do Experimentalismo Brabo.

Ubirajara Rodrigues e Espaço Casa Viva doam exemplares do Caderno de Ilustrações Oficina Portinari para o Ebrabo

Leo Salo e Ubirajara Rodrigues

Leo Salo e Ubirajara Rodrigues

 

O Coletivo Experimentalismo Brabo agradece a Ubirajara Rodrigues pela doação de exemplares da obra Caderno de Ilustrações Oficina Portinari, para ajudar nas atividades do Abrigo do Cristo Redentor. A publicação é resultado de algumas das atividades práticas oferecidas na Oficina Portinari, que é ministrada por Ubirajara Rodrigues no Espaço Casa Viva, em Manguinhos. Por meio da arte, as crianças são convidadas a entender melhor o cotidiano do local onde vivem, bem como entender as relações entre arte, cultura e qualidade de vida.

Mais informações sobre o Caderno de Ilustrações Oficina Portinari neste link.

VI Picnic Literário de Manguinhos

O Coletivo de Integração Artística de Benfica (CIAB) realizou hoje o VIº Pic Nic Literário de Manguinhos,  no Centro Centro Esportivo Mandela 2. A atividade contou com o apoio do coletivo Experimentalismo Brabo, que promoveu atividades de contação de histórias com a bibliotecária Camila Lima e recreação com Drico Lima, o Palhaço Tiuí.

Além da contação de histórias e das tradicionais trocas e compartilhamentos de livros e gibis, o evento contou com apresentações artísticas e com a itinerância da  exposição Território em Transe, com fotos sobre a história de Manguinhos, construída pelos moradores. Diversos atores sociais do território participaram da iniciativa, que teve um público estimado de aproximadamente 60 crianças.

I Passeio Brabo em Manguinhos

Doutora Borboleta e Pandalhaço dialogam com moradora de Manguinhos

Muito lindo! Emocionante mesmo! Os sorrisos de longe e de perto, a interação nem sempre tímida de alguns adultos e a “colação” das crianças. Momentos mágicos de diálogo com as mais diferentes pessoas e ver de perto o quão similares são suas necessidades de carinho, afeto e escuta. Ouvimos muito neste nosso primeiro Passeio Brabo em Manguinhos, e o que o grupo viveu hoje foi realmente uma experiencia singular! Quando os palhaços chegaram não sabiam o que provocariam. Mas é bem possível que estes tenham sido os mais provocados, mas levando consigo a certeza de ter enchido  algibeiras com tostões de alegrias,brincadeiras, risos e afeto. Será isso paz ? ou cultura do amor?

Responder a uma provocação de “feio” com um “linda” e testemunhar a surpresa que isso provoca é intrigante e não tem preço. Aliás, intrigante para a comunidade foi a presença dos palhaços. Era como se o rosto das pessoas mesmo sem uma palavra perguntasse e ao mesmo tempo respondesse… “Que que é isso? Cara, que legal”.

Imprimir esta perspectiva braba de usar a arte pra escuta é complicado e raro. Ao propor esta perspectiva de escuta, as dúvidas se multiplicavam: “O que é isso? O circo chegou? É protesto?”. Poder interagir com os moradores respondendo que aquilo era saúde, foi como estivéssemos nós mesmos aprendendo mais um pouco sobre a necessidade de arte, alegria, paz, amor, afeto, saneamento, e etc. Para se ter saúde, deve-se achar que vale a pena viver, e viver naquele território.

O Passeio Brabo é o primeiro passo metodológico da atuação do Coletivo Experimentalismo Brabo no território. Os palhaços percorreram as comunidades de Vila Turismo, CHP2 e Parque João Goulart.

Doutora Borboleta e Palhaço Tiuí na feira.

Doutora Borboleta e Palhaço Tiuí na feira.

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