Metodologia

A tecnologia social EBRABO constitui-se como uma metodologia de atuação com três momentos distintos. Todavia, em vários ocasiões estes passos podem se confundir, dado que não podemos em nenhum instante negar as possibilidades de trabalho a partir do que cada território oferece.

O primeiro passo trata da escuta, para que se possa desenhar um diagnóstico de demandas e possibilidades de atuação dentro de um determinado território.  A partir da escuta, são desenhadas ações de brincação e atividades artísticas que dialoguem com as possibilidades do território, numa perspectiva de se trabalhar cultura da paz, afeto, solidariedade e cooperativismo.  Em um terceiro momento, são desenhadas atividades artísticas e culturais que permitam ao oprimido dar voz à sua cultura, memória e história de vida. Tais atividades podem ocorrer em escolas, praças públicas e outros espaços.

Durante todos os passos da metodologia, são pensados os possíveis desdobramentos que podem ficar como legado para o território.

ESCUTA

Passeio brabo: é um exercício menos de observação e mais de interação com as territorialidades do território. No caso, favela ou asilo. Essa interação tem um princípio simples mas bem raro: a escuta. Trocar com as pessoas não é se apresentar a elas, “olá, somos os fulanos e estamos conhecendo os moradores e trabalhadores (favela) ou os internos, funcionários e visitantes daqui (asilo) e… Não! A coisa toda é saber fazer perguntas, se interessar de fato pelo que as pessoas têm a falar – e até ao que as pessoas têm a “calar”. Saber ouvir. Saber aprender com os ouvidos atentos é o modo de encontrar a brabeza da vida coletiva. Por brabeza tratamos da aguda e profunda maneira de ser das pessoas. Um passeio Brabo experimenta dessa água que é gente.

INTERVENÇÃO

Brincação braba: é na experiência com o brincar que a criança começa sua relação com a cultura da paz, são vários os símbolos que ela representa quando brinca, além do espaço e meio que ela vive, ela representa em suas brincadeiras, as vivências seja alegres ou triste, criança que “brinca” é no futuro adulto com maior eixo criativo e com mais resoluções pra seus problemas… A paz começa na brincadeiras. Como a afetividade o principal caminho para a cultura da paz, brincar é uma “experiencia que não acaba nunca”.

Cortejo brabo: música, brincação, contação de histórias, poesia, palhaçaria e qualquer outra possibilidade que nos permita brincar, sorrir,  e dialogar com o território, sempre valorizando a cultura local.

EXPRESSÃO

Atividades artísticas e culturais: baseadas nas atividades realizadas nas etapas anteriores, serão desenhadas ações de valorização da cultura local. Acreditamos que não é possível trabalhar uma cultura de paz em territórios de exclusão sem dar voz ao oprimido.

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